domingo, 26 de abril de 2009

Era uma vez uma catástrofe, uma bagunça no clima, uma calamidade pública que aconteceu em um estado chamado Santa Catarina. Alguns dias depois dessa confusão das chuvas, um banco resolve liberar um tal de fundo de garantia (fgts) nas cidades atingidas. Uma garota aparentemente sempre muito feliz foi trabalhar neste banco, ajudando na bagunça da liberação geral do fgts. Lá, esta garota, apesar de ouvir muita coisa que não lhe era necessário, conheceu muita gente de outros lugares. Gente de todo canto do Brasil. Não só conheceu, mas como fez algumas amizades. Amizades estas que lhe valem muito, e que terá para toda a vida. Muitas das pessoas que lá conheceram a tal garota, não sabem o quando são importantes para ela. Muitas nem demonstram interesse em manter contato,mas ela, a garota, ainda assim tem muita consideração por tais. A garota, não sei como, esteve sempre sorrindo. Era sempre a primeira a chegar no trbalho, e se deixasse era a última a sair. Ela gostava tant do que fazia, que ia ao trabalho por prazer, e nao por obrigação. Ela teve muitos momentos bons em seu trabalho. Soube sorrir mesmo quando queria chorar. Conheceu muita gente mesmo. Nem todos se lembrarão dela, mas ela com certeza jamais esquecerá de alguém. Estão todos guardados na memória e no coração. Ela reclamou, mas hoje chora de saudade. Queria que os dias voltassem e ela pudesse viver tudo exatamente igual. As mesmas pessoas, o mesmo lugar.
Quem era essa garota?
Alguns a chamam de "sorrisão", outros a chamam de "garota colgate".
Mas seu nome é Débora.
Esta garota sou eu.






Um verdadeiro amigo me escreveu uma vez:

"Estava em Roma e ao visitar as Catedrais fiquei abismado ao ver em todas uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima.
Fui a cada padre e perguntei "cuma?" Eles respondiam (a uma só voz) "Meu filho, se quiserdes falar com o paraíso tereis de pagar 100 dólares." Fiquei tentado porém declinei da oferta. Depois vim para o Brasil e fui direto para Blumenau, pagar FGTS no Ginásio Galegão, onde conheci a "Sorrisão" (tudo lá é grandão).
Ao visitar a Catedral, lá estavam uma coluna de mármore com um telefone branco. Sob o telefone um cartaz que dizia: "LINHA DIRETA COM O PARAÍSO – PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 25 centavos. Busquei o Padre e... "Padre, na Itália o preço da chamada é 100 dólares. Por que aqui é somente R$ 25 centavos? O Padre sorriu e disse. Meu filho, você está em Blumenau. Agora a ligação é local."

Obrigada W. Guedes!

(assim não tem como não rir e chorar ao mesmo tempo. sorrir por saber que tudo o que passamos valeu a pena, e chorar de emoção ao lembrar dos dias literalmente suados que passamos ao lados de amizades verdadeiras.)

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